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Dia da Visibilidade Trans

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SJDH participa de evento nacional do Dia da Visibilidade Trans

O Dia da Visibilidade Trans nasceu em janeiro de 2004, quando 27 Trans ( uma de cada estado brasileiro ) deu entrada no Congresso Nacional, em Brasília, com a campanha Travesti e Respeito. A partir daí a ANTRA - Associação Nacional de Travestis e Transexuais, provocou um diálogo nacional entre suas afiliadas para instituir, no ano de 2005, essa data como significativa, o que foi acordado ente as demais redes nacionais e universidades que trabalham com o tema das identidades de gênero Trans.

Para marcar a data no cenário nacional as ações da visibilidade Trans acontecem em Estados onde os índices da violência são altos conforme as denúncias registradas. Neste ano as ações da ANTRA estão ocorrendo em Pernambuco, considerado o segundo Estado Brasileiro em registro de transfobia. Conforme dados oficiais obtidos pelo Disque 100, Pernambuco registrou em 2014, 25 mortes de travestis ou transexuais, perdendo, apenas para São Paulo, onde também ocorrem ações.

Segundo a Coordenadora de Diversidade Sexual da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Rio Grande do Sul ações como essas têm motivado os municípios pernambucanos a construir políticas púbicas em favor das pessoas Trans que vivem em vulnerabilidade econômica e social. Marina Reidel disse que "ainda lutamos por direitos que nos são negados e neste país se matam pessoas por ter identidade de gênero ou orientações  sexuais diferentes das ditas heteronormativas".

As ações, em Pernambuco, estão ocorrendo desde o dia 24 de janeiro e se estendem até  o dia 31. Hoje ocorre uma marcha na cidade do Cabo de Santo Agostinho, do centro até o Palácio da Polícia, onde um grupo de Trans recebe honras militares do Estado pelo relevante trabalho social prestado por meio da Associação Estadual de Trans. O ato tem um significado especial uma vez que a polícia sempre representou um referencial de violência a população de Trans principalmente no que se refere ao envolvimento das profissionais do sexo.

Para Marina Reidel o ato demonstra um avanço nas políticas públicas. Ela lembra que a polícia,  no passado agia de forma truculenta. Hoje temos um diálogo muito tranqüilo e próximo, observa.

A Coordenadora de Diversidade Sexual da SJDH ressalta, também, os avanços conquistados como a carteira de nome social , primeira no país, que surgiu através da Secretaria de Segurança Pública do Estado e teve o apoio da SJDH e demais órgãos de governo e, hoje, já é uma política de Estado. Marina Reidel lembra, ainda, do reconhecimento da ala 3 do H, específica para pessoas GBT dentro do Presídio Central. Isso demonstra sensibilidade, diz Marina, "pois por mais que essas pessoas estejam pagando por seus atos não precisam sofrer novamente violência, realidade que acontecia entre as celas", conclui Marina Reidel.

SJCDH - Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos